Japão, porque não?

Tudo começou quando eu estava no primeiro colegial. Umas pessoas que eu conhecia foram morar fora do país por um ano pelo programa do Rotary. (quem não conhece o Rotary pode clicar aqui). Você pode fazer parte do Rotary, colaborar e tals se quiser.

No segundo colegial eu resolvi aplicar para o programa de exchange deles, pois demora entre 6 meses e 1 ano para o processo, e uma conhecida me disse que só poderia aplicar para o exchange quem estivesse no high school (Vocês podem ver o regulamento do exchange aqui). Como eu queria muito ir para o Canadá essa era a minha única chance (pelo Rotary, já que depois não estaria mais no colegial).

Mil formulários preenchidos depois, visitas ao médico, vacinações….mandei meu application. Isso em 2009 para eu ir em 2010. Lembro que coloquei Canadá como primeira opção, não lembro a segunda e USA como terceira.

Muita espera depois, descubro que eles só tem vaga para me mandar para o Japāo! Fiquei inconformada, porque Japão não era nenhuma das minhas opções. Vim a descobrir depois que quem faz parte do Rotary tem mais privilégios. E quem não, fica com a “sobra” (Não sei se isso é verdade, foi o que me disseram. Se alguém faz parte do Rotary e sabe melhor, por favor me avisem).

Entāo falei NĀO NĀO NĀO, pro Japāo eu não quero. Eles não estavam nem ai, falaram: OK, você pode mandar um novo application pra tentar outro país. Fiquei p.u.t.a. Por que eu não teria mais tempo, ja era 2010, eu ja estava no terceiro colegial….fiquei arrasada.

No fim das contas um amigo meu acabou pegando a minha vaga e foi para o Japāo (ele teve que voltar com 7 meses de programa por causa de um terremoto super forte que teve la em 2011).

Hoje eu penso que Japāo poderia ter sido uma ótima experiência. Deve ser um lugar incrível. Afinal, Japão, porque não?

Sempre,

Julia.

O que é que a baiana tem?

Afinal de contas, esse blog é pra quê?

Minha gente, estou numa fase da minha vida bem confusa – e quando eu digo “bem confusa” I mean it! Eu já passei por vários outros momentos de confusões, mas esse aqui está de parabéns, viu.

Resolvi criar este blog para tentar contar como a minha vida mudou desde 2012. E, quem sabe assim, revendo o passado, eu consiga tomar a melhor decisão? Decidi que começarei o blog com a minha saga para me tornar uma aupair – contar um pouquinho sobre a experiência, e as maluquices também, claro. Porque foi depois dessa experiência que tudo mudou.

Pensa numa menina do interior de São Paulo, que teve a sua primeira viagem de avião indo para os Estados Unidos… Essa era eu há 3 anos. Eu não conhecia nada, mal viajava pelo meu próprio país. (In fact, I’m going to Rio for the first time this New Years with my boyfriend). Quando mudei para outro país, para uma cidade grande, com gente do mundo todo, eu “me perdi na vida”.

A partir dali eu sabia que nāo queria mais voltar para a minha cidadezinha pacata, viver uma vidinha “pequena”, ir para a faculdade, trabalhar igual uma condenada, casar, ter filhos, e morrer… Igual um robozinho.

Eu quero é experimentar o mundo! Quero viajar, me aventurar, ir à lugares exóticos. Viver para me fazer feliz, e não ser mais um “robozinho” programado pra ser bonitinho e normalzinho.

O meu único problema sāo meus laços emocionais. As pessoas que eu amo. A decisão de ser uma pessoa “nômade” na terra nāo afeta somente a mim. Se assim fosse esse blog provavelmente nem existiria, porque com certeza eu já estaria por aí, em alguma esquina do mundo.

Por isso estou eu aqui, perdida. Na difícil escolha entre cultivar meus amores ou minhas aventuras.

 

Sempre,

Julia.